Já começo fazendo ponderações sobre aqueles que aparecem na mídia, expõem suas opiniões de modo inconveniente, generalizado, medíocre e até mesmo fora da nossa realidade.
Ontem no programa da rede Globo, Fantástico, foi exibida uma matéria importante que trazia o absurdo da "aprovação" de crianças que cursam a 6ª série num exame vestibular de uma faculdade Particular do Rio de Janeiro e de como as provas buscam pouquíssimo do conhecimento de cada aluno. O tema abordou o que as provas perguntam, quais os métodos de seleção, os atuais números de alunos que prestam vestibular, quantas vagas estão disponíveis para o acesso destes e o número dos que conseguirão acessar a rede pública de ensino superior. Tudo o que foi abordado no tema pede uma urgente solução, pois trata-se de um problema crônico já conhecido da educação no país e tão pouco visualizado com a atenção que necessita.
Resumindo, a matéria tem no final um comentário - ofensivo, diga-se de passagem - do presidente da ANUP (Associação Nacional das Universidades Particulares)
Dizer que os alunos 'problemáticos' é que vão para o ensino privado é, no mínimo, agressivo. É fazer uma afirmação de que estes alunos serão inferiores e até incapazes diante daqueles formados pelo ensino público. A qualidade do ensino gratuito tem seus méritos, assim como a do ensino pago. Tem seus prós e contras! Ora, não é preciso levantar a questão das condições em que se encontram hoje as mais conhecidas instalações públicas, ou é? Ou mesmo do nível de conhecimento extremo que se exige para conseguir o acesso a esse ensino, para conseguir a aprovação em um exame vestibular com quesitos de seleção exagerados. É de se observar que esses quesitos proporcionam aos que são das classes mais altas enorme favorecimento para que sejam aprovados. Todos já percebem que esse método é inadequado, que não avalia todos de forma conveniente e até mesmo justa, mas como tantas outras coisas, isto também não é mudado, é empurrado para ser resolvido após décadas em que já deveria estar em desuso.
Porém, já não são somente os alunos de ensino público que ganham destaque no mercado de trabalho, já vemos, por exemplo, que estagiários vindos de faculdades privadas tem seu desempenho superior, algumas vezes, àqueles que vêm de faculdades públicas.
Senhor Presidente é o aluno que faz a diferença! Concordo que se lhe é proporcionado iniciativas para o desenvolvimento do seu raciocínio, crítica, preparação tudo se torna mais fácil, o que A MAIORIA das universidades particulares não proporciona. O que é ridículo que aconteça são as generalizações, como a que o senhor transcorreu. Um senso-comum errôneo, excludente e preconceituoso vindo de uma pessoa que está mais do que inserida nas causas educacionais é assustador.
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